Correio da Luz - Versão Digital - Novembro de 2021

Informativo da Casa Espírita Caminho da Luz - Depto. Divulgação e Estudo (DDE)  Ano XV nº 180 - Nov / 2021

Não exija perfeição nos outros e nem mesmo em você, mas procure

melhorar-se quanto possível.”

André Luiz

Editorial - Novembro 2021

 “A resignação com que os espíritas aceitam a desencarnação de seus entes queridos, familiares e amigos é alguma coisa de impressionar aqueles que não estão identificados com a consoladora Doutrina dos Espíritos. Nos lares onde viceja a fé espírita, ao invés do desespero, o que se observa, em tais ocasiões, é a serenidade de todos, a calma evangélica, o esforço para que a Vontade Divina, expressa através das leis de Justiça e Misericórdia, seja submissamente entendida. 

Não queremos dizer, com isto, que sejamos criaturas insensíveis, que não tenhamos saudade dos que se foram. [...] O espírita é um ser igual a todos, tendo as mesmas emoções, os mesmos sentimentos, as mesmas lutas. Sofre, como os demais, mas procura se esforçar, amparado na convicção doutrinária, refugiado no consolo evangélico, no sentido de aceitar, tanto quanto possível valorosamente, as separações. [...] A saudade em que humanamente se mergulham os espíritas, [...] não é uma saudade que torna a criatura imprestável, incapaz de produzir, inapta para a vida, sem condições para superar aflitivas recordações, que lhe repercutem no mundo interior à maneira de avassaladoras toneladas de angústia. 

A nossa saudade — a ‘saudade espírita’, assim permitam a conceituemos — converte a lembrança do ser amado em estímulo ao trabalho, para que o progresso espiritual não sofra solução de continuidade. [...] Não são lágrimas amargas de quem se revolta, de quem se confia às blasfêmias contra Deus, contra Jesus, contra tudo, contra todos. É o pranto discreto, a lágrima silenciosa a deslizar, como cintilante pérola, pelo rosto combalido, mas não desesperado. [...] 

Quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel”, aconselha, carinhosamente, Emmanuel. [...] “Na linguagem espírita, a morte é, tão-somente, transição de uma para outra forma de vida. [...]” Encerra Emmanuel: “Tranquiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória abraçando com nobreza os deveres que te legaram.”

Muita Paz!

 

(Perda de Entes Queridos, cap.34 – livro O Pensamento de Emmanuel - Martins Peralva, FEB.)

A Força do Amor - Gilson Lopard (C.E. Renascer)

Criador e Criatura - Emanuel Felicio -

Servir, servir, servir.

O que mais importa na vida segundo Jesus?

Jesus, como o Espiritismo nos esclarece, é o arquiteto da Terra como nós a conhecemos, um espírito puro, segundo a classificação dada a Kardec pela espiritualidade codificadora. O que então veio Ele fazer aqui, já que não necessitava mais reencarnar? Veio servir a toda a humanidade, trazendo as diretrizes para o nosso crescimento espiritual, exemplificando seu comportamento em todas as situações em que foi testado, tanto pelos senhores da lei hebraica, como também pelo povo dominante da época, os romanos. E no limiar de suas forças, na cruz, continuou nos servindo, pedindo a Deus que nos perdoasse, pois ainda éramos espíritos recém-saídos da Criação.

 Muita Paz, servindo sempre!

Defende a natureza

Quem não se importa com o que acontece à sua volta não se importa com o que acontece dentro de si. Planta uma flor, limpa uma nascente, protege uma árvore. A sensibilidade espiritual se revela nos menores gestos.

A indiferença pela Natureza é do espírito que ainda não entrou em sintonia com a vida.

A preocupação ecológica é própria dos que estão aprendendo a reverenciar o Poder Superior. O espírito embrutecido não atenta para as questões ambientais.

Quem lida com a Natureza está mais perto da paz, despoluindo o pensamento... Não olvides que, sobre a Terra, representas Deus Para os que vivem na expectativa de tuas mãos.

(Livro Vigiai e Orai – Irmão José/Carlos A. Baccelli – Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”.)

Evangelização Espírita Infantojuvenil

 Louvado seja Deus

O velho André era um escravo resignado e sofredor.
        Certo dia, ele soube que Jesus nos ensinara a santificar o nome de Deus e prometeu a si mesmo jamais praticar o mal.

   Se o feitor da fazenda o perseguia, André perdoava e dizia de todo o coração: “Louvado seja Deus”.

   Se algum companheiro tentava-o a fugir das obrigações de cada dia, considerando as injustiças que os cercavam, ele dizia contar com a bondade divina, indicava o céu e repetia: “Louvado seja Deus”.

   Quando veio a libertação dos cativos, o dono da fazenda chamou-o e disse-lhe que não o abandonasse. Todos os companheiros se ausentaram, embriagados de alegria, mas André teve compaixão do senhor, agora humilhado, e permaneceu no serviço, imaginando que Deus estaria satisfeito com o seu procedimento.

    O proprietário da terra, pouco a pouco, perdeu o que possuía, arruinado pela enfermidade, mas o generoso servidor cuidou dele até a morte, afirmando sempre: “Louvado seja Deus”.

   André estava cansado e envelhecido, quando o antigo patrão faleceu. Quis trabalhar, mas o corpo encarquilhado curvava-se para o chão, com muitas dores.

   Esmolou, então, com humildade e paciência e, cada vez que recebia algum pão para saciar a fome ou algum trapo para cobrir o corpo, exclamava alegremente: “Louvado seja Deus”.

   Certa noite, muito sozinho, com sede e febre, notou que alguém penetrava em sua choça de palha. Quem seria?

Em poucos instantes, um anjo erguia-se à frente dele

   Acanhado e aflito, quis falar alguma coisa, mas não pôde. O anjo, porém, sorrindo, abraçou-o e exclamou:
  “André, o nome de nosso Pai celestial foi exaltado por seu coração e vim buscar você para que a sua voz possa louvá-lo agora no Céu.”

   No dia seguinte, o corpo do velho escravo apareceu morto na choupana, mas, sobre o teto rústico, as aves pousavam, cantando, e muita gente afirmou que os passarinhos pareciam repetir: “Louvado seja Deus!”.

 (Livro Pai Nosso, Capítulo II, do Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)


Para encontrar a luz...

Aprenda a amar a todos, indistintamente, para conseguir encontrar a luz que tanto anseia.

Procure não distinguir o sábio do ignorante, o rico do pobre, quando se trata de ajudar.

Saiba levar aos tristes a consolação¸ aos que lutam, o incentivo da compreensão e do carinho.

A quanta gente você pode ajudar com sua palavra, incentivar com um pensamento!

Ame a todos, indistintamente.

 (Livro Minutos de Sabedoria – C. Torres Pastorino – Ed. Vozes)

Lembram do Cacal?


O nosso mascote, elaborado pela Verônica, retorna com seus

recadinhos...

 “Nem todos movimentamos a fortuna amoedada para a sustentação da beneficência, entretanto, é justo anotar que todos podemos repartir o pão que nos é destinado com alguém que necessite.”

(Emmanuel - Beneficência Sempre - livro Convivência - FCX.)