Correio da Luz - Versão Digital - Dezembro 2022

Informativo da Casa Espírita Caminho da Luz - Depto. Divulgação e Estudo (DDE) - Ano XVII nº 193 - Dez / 2022



“Seja onde for, abençoa para que a bênção dos outros te acompanhe.”

                            Scheilla       

Editorial - dez 2022



Conta-nos o Espírito Emmanuel que Jesus faz parte de uma equipe de Espíritos Puros encarregados da direção da vida em nosso Planeta. Jesus é, como todos nós, filho de Deus, porém tão evoluído que temos dificuldade em compreendê-lo totalmente. Jesus, como sabemos, nasceu na cidade de Belém, na região da Judeia, na Palestina, numa estrebaria, na companhia de animais e tendo como berço uma manjedoura coberta com capim, dando-nos sua primeira lição: a humildade.

Mais tarde, Jesus foi morar com seus pais, Maria e José, na cidade de Nazaré, na Galileia, por isso ficou conhecido como Jesus de Nazaré. Muito pouco se conhece de sua infância.

Aos doze anos estava no meio dos doutores da Lei, conversando com eles, dando mostras de uma inteligência superior à das crianças de sua idade. Aos trinta anos, Jesus inicia sua missão reunindo seus doze Apóstolos: Simão Pedro, André, Mateus, João, Tiago, Felipe, Bartolomeu, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Judas Tadeu, Simão Cananita e Judas Iscariotes, e mais uma centena de Discípulos, homens simples e sinceros que recebiam os seus ensinamentos e aprendiam com os seus exemplos.

Jesus curou enfermos, fez cegos enxergarem, paralíticos andarem e, através de sua palavra sublime, de seus exemplos e das suas parábolas, transmitia aos homens os fundamentos eternos da verdade e do amor. Acima de tudo ele ensinava as lições mais preciosas da vida, porque são lições para o Espírito, lições que regeneram, corrigem, aperfeiçoam, abrem caminho para o desenvolvimento de sentimentos superiores. E numa tarde muito linda, quando o sol começava a se pôr no horizonte, uma multidão começou a se aglomerar próximo a um monte.

Ali estavam criaturas de todos os tipos, homens simples, agricultores, pescadores, mulheres do povo com criancinhas no colo, velhinhos humildes e doentes... E Jesus, olhando aquele povo simples e humilde, começou a falar assim: Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem- aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e com mentira disserem contra vós todo gênero de mal por minha causa. Alegrai-vos porque grande será vossa recompensa, pois assim perseguiram os profetas que houve antes de vós. Assim, seguiu Jesus a caminhar e a pregar o seu Evangelho de Amor e Luz. Mais tarde Ele daria suas últimas instruções dizendo: “Se me amardes, guardareis os meus ensinamentos e eu rogarei ao Pai, que vos enviará outro Consolador, para que fique convosco para sempre... Ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrarem-se de tudo quanto vos tenho dito. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei”.

Em suas lições de Amor e Paz, Jesus habita nossos corações e num esforço íntimo vivenciamos seus ensinamentos dentro da Doutrina Espírita, que nos consola, nos fortalece e nos esclarece sobre o que somos, de onde viemos, para onde vamos e o porquê de estarmos aqui. Jesus permaneça em nossas vidas, hoje, amanhã e sempre. Graças a Deus.

(Adaptação. Livro: O teatro na educação do Espírito – Walter Oliveira Alves – IDE.)

Natal!



Jesus encarnou na Terra para nos trazer as diretrizes para que, um dia, possamos ser criaturas angelicais como ele. Mas poucos entenderam a sua mensagem na época, acabaram por crucificá-lo em vez de Barrabás... E, hoje, mudou alguma coisa? Estamos preparados para entender e praticar as virtudes que ele nos legou? Perdoar as ofensas, praticar a caridade, amar ao próximo como a nós mesmos? São muitas as questões que devemos pensar no silêncio da Alma, rogando a Jesus que nos ajude a conseguir as respostas certas e as atitudes corretas perante a vida.

Jesus, querido irmão maior, receba nosso beijo fraterno e eterno agradecimento por teres vindo até nós, continuando a nos amparar até hoje! 

Que o Pai te ilumine ainda mais.

Assim seja!

Jesus

Somente em Jesus:

A Paz inalterável; o Perdão incondicional; o Amor irrestrito; a Verdade inconteste; a Justiça perfeita; o Bem genuíno; o Abrigo seguro; a Luz inextinguível; o Caminho reto; a Fonte inesgotável; a Eterna Alegria...

 (Livro Dias Melhores – Irmão José/Carlos A. Baccelli – Cap. 46 – Livr. Espírita Edições “Pedro  e Paulo”.)

Evangelização Espírita Infantojuvenil

  A Necessidade do Esforço

Conta-se que, no princípio da vida terrestre, o alimento das criaturas era encontrado como oferta da divina Providência, em toda parte.

  Em troca de tanta bondade, o Pai celeste rogava aos corações mais esforço no aperfeiçoamento da vida.

  O povo, no entanto, observando que tudo lhe vinha de graça, começou a menosprezar o serviço.

  O mato inútil cresceu tanto, que invadia as casas, onde toda a gente se punha a comer e dormir.

  Ninguém desejava aprender a ler.

  A ferrugem, o lixo e o mofo apareciam em todos os lugares.

  Animais, como os cães que colaboram na vigilância, e aves, como os urubus que auxiliam nas obras de limpeza, eram mais prestativos que os homens.

  Vendo que ninguém queria corresponder à confiança divina, o Pai celestial mandou retirar as facilidades existentes, determinando que os habitantes da Terra se esforçassem na conquista da própria manutenção.

  Desde esse tempo, o ar e a água, o Sol e as flores, a claridade das estrelas e o luar continuaram gratuitos para o povo, mas o trabalho forçado da alimentação passou a vigorar como sendo uma lei para todos, porque, lutando para sustentar-se, o homem melhora a terra, limpa a habitação, aprende a ser sábio e garante o progresso.

  Deus dá tudo.

  O solo, a chuva, o calor, o vento, o adubo e a orientação constituem dádivas dele à Terra que povoamos e que devemos aprimorar, mas o preparo do pão de cada dia, por meio do nosso próprio suor e da nossa própria diligência, é obrigação comum a todos nós, a fim de que não olvidemos o nosso divino dever de servir, incessantemente, em busca da Perfeição.


       (Do livro Pai Nosso, Capítulo V, do Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

Em cada criança ...

Onde quer que encontre uma criança, derrame sobre ela todo o seu carinho, estenda-lhe a mão para ajudá-la a crescer. Em cada criança, existe um dia novo que surge para a felicidade do mundo. Em casa, na escola, num jardim, num hospital, jamais olhe com indiferença para uma criança: facilite ao máximo a estrada que ela vai percorrer e semeie de flores o caminho que ela vai palmilhar.

(Livro Minutos de Sabedoria – C. Torres Pastorino – Cap. 263 – Ed. Vozes)

Campanha Permanente

Não nos esqueçamos de quem depende de ajuda amorosa para viver melhor. Por isso, contribua com o que puder para a nossa cesta básica e também com agasalhos, cobertores, etc., para auxiliar a quem precisa.
Pensemos como se estivéssemos alimentando e agasalhando Jesus. Ele abençoará a todos e a Casa agradece de coração

O Grande Desafio


[...] O grande desafio que o Natal nos propõe é o de luta ingente contra nossas imperfeições para que a Paz, a Fé e o Amor deixem de ser meras esperanças a cada Natal, convertendo-se em chamas ardentes a iluminar e aquecer a nós e àqueles que nos rodeiam.

Então os sinos de Belém repicarão noutra festa.

 Não mais o nascimento de Jesus no Mundo.

O nascimento de Jesus em nossos corações.

(Livro Por Uma Vida Melhor – Richard Simonetti – CEAC Editora/2010 – Pág. 186.)