A Primeira Escola (Lucy Dias Ramos)

Muitos usam, ainda, mecanismos de defesa, transferindo emoções de agressividade contra pessoas de seu no meio social ou familiar... Na intimidade da família, onde liberdade de sentimentos e de ação é mais autêntica, isso se agrava se o respeito mútuo e o amor não são considerados.  ...
São  transferidos para  filhos  e companheiro ou companheira as emoções negativas, conscientemente ou não, impressões  desta ou de outras vidas. 

Assim, na convivência em família, evidenciam-se as fraquezas e imperfeições, originando frustrações recíprocas, projetando nos que convivem conosco emoções perturbadoras, gerando desarmonia. Amabilidade, perdão, tolerância deveriam ser ferramentas para amenizar esses conflitos, que agravam as repetidas crises, onde o silêncio, muitas vezes, cria barreiras impedindo o diálogo  amistoso  e franco.  Reflete-se  nos  filhos a falência conjugal dos casais imaturos, que agravam a situação com relacionamentos extraconjugais. 

O lar é a base na formação dos caracteres morais dos componentes da família. É preciso avaliar nossas ações no ambiente doméstico. Como nos comportamos ante os que caminham conosco sob o mesmo teto, onde existe diversidade de situações e personalidades, buscando a reintegração pelo amor e a solicitude para cumprir os objetivos reais da reencarnação atual? A recomendação de Jesus que nos amemos uns aos outros deve começar no lar, a primeira escola onde aprenderemos juntos as lições de convivência fraterna. 

Só assim, conseguiremos amar a Humanidade como filhos de Deus que nos criou como Seus herdeiros distinguindo-nos com a centelha divina que habita nosso mundo íntimo. E temos na família consanguínea o maior testemunho de nossa posição perante o mundo. Só no lar edificado no amor conseguiremos educar, realmente!

“O amor não acusa, corrige; não atemoriza, ajuda;  não pune, educa; não destrói, salva. Em toda a doutrina de Jesus, há um veemente repúdio ao mal e um permanente convite aos maus para que se arrependam, expiem e se recuperem.” 

1) “Desperte e Seja Feliz”, cap. 22, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco