Muitos usam, ainda, mecanismos de defesa, transferindo emoções de agressividade contra pessoas de seu no meio social ou familiar... Na intimidade da família, onde liberdade de sentimentos e de ação é mais autêntica, isso se agrava se o respeito mútuo e o amor não são considerados. ...Assim, na convivência em família, evidenciam-se as fraquezas e imperfeições, originando frustrações recíprocas, projetando nos que convivem conosco emoções perturbadoras, gerando desarmonia. Amabilidade, perdão, tolerância deveriam ser ferramentas para amenizar esses conflitos, que agravam as repetidas crises, onde o silêncio, muitas vezes, cria barreiras impedindo o diálogo amistoso e franco. Reflete-se nos filhos a falência conjugal dos casais imaturos, que agravam a situação com relacionamentos extraconjugais.
O lar é a base na formação dos caracteres morais dos componentes da família. É preciso avaliar nossas ações no ambiente doméstico. Como nos comportamos ante os que caminham conosco sob o mesmo teto, onde existe diversidade de situações e personalidades, buscando a reintegração pelo amor e a solicitude para cumprir os objetivos reais da reencarnação atual? A recomendação de Jesus que nos amemos uns aos outros deve começar no lar, a primeira escola onde aprenderemos juntos as lições de convivência fraterna.
Só assim, conseguiremos amar a Humanidade como filhos de Deus que nos criou como Seus herdeiros distinguindo-nos com a centelha divina que habita nosso mundo íntimo. E temos na família consanguínea o maior testemunho de nossa posição perante o mundo. Só no lar edificado no amor conseguiremos educar, realmente!
“O amor não acusa, corrige; não atemoriza, ajuda; não pune, educa; não destrói, salva. Em toda a doutrina de Jesus, há um veemente repúdio ao mal e um permanente convite aos maus para que se arrependam, expiem e se recuperem.”
1) “Desperte e Seja Feliz”, cap. 22, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco