Comentando
o Natal, assevera Lucas que o Cristo é Luz para alumiar as nações. Não chegou
impondo normas ou pensamento religioso. Não interpelou governantes e governados
sobre processos políticos. Não disputou com os filósofos quanto às origens dos
homens. ...
Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e
transitórios da vida. Fez luz no espírito eterno. Trouxe claridade para todos,
projetando-a de si mesmo. Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por
intermédio da consagração pessoal ao Bem Infinito.
Nas
reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro. Tens
suficiente luz para a marcha? Que espécie de claridade acendes no caminho? Foge
ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a
lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite,
apaga a labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do
crime e do sofrimento.
Se procuras o Mestre divino e a experiência cristã,
lembra-te de que na Terra há clarões que ameaçam, perturbam, confundem e
anunciam arrasamento... Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção
das trevas, acendendo em ti mesmo aquela sublime luz para alumiar?