Diante
do tempo
Contempla o mundo ao qual voltaste,
através da reencarnação, para resgatar o passado e construir o futuro.
Sol que brilha, nuvem que passa, vento
que ondula, terra expectante, árvore erguida, fonte que corre, fruto que
alimenta e flor que perfuma utilizam a riqueza das horas para servir.
Aproveita, igualmente, os minutos,
para fazeres o melhor.
Perdeste nobres aspirações em
desenganos esmagadores: no entanto, as esperanças renascem no coração
dilacerado, à maneira de rosas sobre ruínas.
Perdeste créditos valiosos na
insolvência passageira que te aflige o caminho; todavia, o trabalho dar-te-á
recursos multiplicados para conquistas novas.
Perdeste felizes ocasiões de
prosperidade e alegria, à vista da calúnia com que te ferem, mas, no culto da
tolerância, removerás a maledicência, demandando níveis mais altos.
Perdeste familiares queridos que te
largaram à solidão; no entanto, recuperá-los-ás tão logo consigas sazonar os
frutos do entendimento, na esfera da própria alma.
Perdeste afetos sublimes na fronteira
da morte; todavia, reaverás todos eles, um dia, quando te sentires de espírito libertado,
nos planos da Grande Luz.
Perdeste dons preciosos, na
enfermidade que te flagela, mas o próprio corpo físico é santuário que se
refaz. Observa, contudo, o que fazes do tempo e vale-te dele para instalar
bondade e compreensão, discernimento e equilíbrio, em ti mesmo, porque o dia
que deixas passar vazio e inútil é, realmente, um tesouro perdido que não mais
voltará.
Livro Justiça Divina - lição 82
- Emmanuel/FCX - FEB
