Destino e Livre-arbítrio

Muitas vezes sentimo-nos infelizes, quando imaginamos que os nossos problemas são os maiores do mundo. Enxergamos as nossas dificuldades como males insuperáveis, em vez de vê-las como desafios a serem superados. ...

 Deus, que é Pai de amor e bondade, nunca se esquece de nenhum de seus filhos. Se tivermos um pouco mais de fé, confiando na assistência dos amigos espirituais e na ajuda daqueles que caminham conosco – familiares, parentes, colegas –, veremos que a trajetória será menos árdua. É, porém, indispensável reconhecer que cada um deve fazer a sua parte. 

Cabe ao homem agir conscientemente, procurando seguir as lições do Evangelho que estimulam a prática do bem, com a constante presença da oração e da vigilância, como proteção contra as tendências negativas. A felicidade ou infelicidade dependem das escolhas que fazemos na vida. Pelo livre-arbítrio, podemos acertar, fazendo escolhas melhores, ou errar, indo por caminhos equivocados que nos levam ao sofrimento. 

A liberdade de escolha é a grande dádiva que o Criador nos ofertou. Mas, ao mesmo tempo, é o fator que vai nos complicar, quando decidimos pelo erro e insistimos em nele permanecer. Entretanto, seja pelo amor ou pela dor, seguiremos com maior ou menor rapidez em direção ao futuro de paz interior e integração com Deus, destino do qual nenhum de nós pode fugir.

(Texto de Geraldo Campetti Sobrinho, adaptado, em “Anotações Espíritas”, FEB, Divaldo Franco/Espíritos Diversos.)