A Silenciosa Voz Interior (Lucy Dias Ramos)


É no silêncio das horas bem vividas que aquietamos nosso coração e nos libertamos das ilusões do mundo, das formas perecíveis, transitórias... Aprender a ficar em silêncio e ouvir a voz da consciência a nos indicar caminhos, soluções, diretrizes é ...
resultado de uma vivência pautada nos ensinamentos de Jesus, que nos ensinou o caminho de nossa libertação espiritual. 

Sinalizou para todos os que o ouviram no longe dos tempos que somente o amor é solução para todos os males da Humanidade. Indicou as metas que nos conduziriam a esse caminho, com advertências suaves e seguras através da educação de nossos sentimentos, da compreensão maior de nossos deveres e do exercício constante da humildade, do perdão e da benevolência para com todos. 


O conhecimento de nosso mundo íntimo facilita a erradicação dos males e das imperfeições que, ainda, conservamos prejudicando nossa caminhada. O processo corretivo dessas imperfeições morais somente poderá ser executado por nós mesmos, auferindo os valores que já possuímos, analisando sem reservas os defeitos tão comuns que afetam nosso relacionamento e roubam-nos a paz e a serenidade íntima. 

Enumerá-los é tarefa individual, como é inerente a cada ser humano a capacidade de erradicá-los, buscando no exercício do amor o antídoto capaz de combater os vícios morais que teimam em perturbar a harmonia deste mundo íntimo. A calúnia, a maledicência, a ambição desmedida, a inveja, a indiferença com sua frieza vergastando a alma dos que convivem conosco, o orgulho gerando a soberba, a presunção de que somos melhores que os outros, o egoísmo causador central de todos os males da Humanidade retardam nosso progresso moral. 

Existem regras simples a seguir e valores que poderemos adquirir se nos propusermos a dominar nossas más tendências e viver mais harmoniosamente com nosso próximo e com nossa consciência. Diz-nos Amélia Rodrigues que: “Só o amor pode propiciar a paz e fomentar a saúde íntima”. Compreendendo a Lei Natural que está ínsita na consciência de cada um de nós, ouvindo no recesso de nossas almas o que devemos fazer ou deixar de fazer, nos momentos de reflexão e prece, sentiremos o amparo e o apoio de que necessitamos para vencer as dificuldades do caminho. No silêncio ouviremos os ditames de nosso coração.



Não importa o quanto demoraremos a conseguir a liberdade que o amor faculta para nossas almas... Talvez nem compreendamos, ainda, a extensão do amor e o que seja a liberdade que nos é concedida para usar na redenção de nossos espíritos, todavia, chega um momento para todos nós em que o dever fala mais alto que as ilusões do mundo e aprendemos a viver com o essencial e em paz. Somos os arquitetos de nossos destinos.


(FRANCO, Divaldo P./Espírito Amélia Rodrigues. 3ª. Ed.
Há flores no caminho. LEAL. Salvador (BA). 1992. P. 64)