A posição do espiritismo
no mundo moderno assemelha-se bastante à do cristianismo no mundo antigo. De
um lado, vemos a repulsa das religiões cristãs aos princípios espíritas, sob
pretextos idênticos e no mesmo tom de agressividade com que o judaísmo
repudiava os princípios cristãos. De outro lado, é a cultura mundana a repelir
e condenar o espiritismo, com desprezo semelhante ao da cultura antiga pelo
cristianismo nascente.
(J. Herculano Pires, “O Infinito e o Finito”.)