O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea. Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que se não deve, se não sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar. Na falta de um assunto edificante, ou com indiferença para com ele, utilizam-se temas negativos, ...
prejudiciais ou sórdidos, envilecendo a própria alma, enxovalhando o próximo e consumindo--se energias valiosas. Há uma preocupação muito excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão. Parece de bom-tom a postura de
referir-se a tudo, de tudo estar a par. Aumenta assim a maledicência, confundem-se as opiniões, entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.
Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.
(“Momentos de Coragem”, Joanna de Ângelis/Divaldo Franco, Ed. LEAL.)