Já sentimos, com a proximidade da primavera, o ar mais perfumado pelas flores que desabrocham em risos e festas a brindar a vida e o sol que as acaricia... Os pássaros voltam a despertar mais cedo, ofertando-nos o canto mavioso no alvorecer, indicando que ...a vida prossegue em sua marcha contínua, conduzindo-nos a pensamentos de gratidão pelas bênçãos de um novo dia.
E ao escrever para o seu coração, querido leitor, não há outro sentimento maior nem mais adequado do que o amor em sua plenitude como o significado real na vida de relação em todas as suas nuanças e diversidades... Todos os pensadores, filósofos e semeadores do bem, que deixaram registros de seus sentimentos, falam do amor como o caminho, a palavra que liberta, o meio mais eficaz para solucionar os problemas humanos. Sófocles, filósofo grego, que viveu no Século V a.C. dizia que “uma palavra que nos liberta de todo o peso e sofrimento da vida: essa palavra é o amor.” *
E muitos outros afirmaram, com sabedoria, que não existe outro meio de libertação espiritual mais eficaz do que os gestos de amor em todas as suas gradações indicando o quanto poderemos realizar para a conquista da paz e da serenidade íntima. Entretanto, foi Jesus quem melhor testemunhou e deixou, sem escrever livros ou compêndios religiosos, como nos conduzir pelos caminhos da vida, amando sem restrições...
O sentimento do amor abrange todas as outras virtudes que possamos cultivar em nosso desenvolvimento moral. Estamos em processo de crescimento espiritual e cada um de nós terá a liberdade de escolher e decidir o caminho da sua redenção, desde que não infrinjamos a lei natural, agravando ainda mais nossa condição de espíritos imperfeitos.
Vamos, assim, conduzindo nossos sentimentos, educando-os na linha da bondade, da compaixão, do perdão, da compreensão e aceitação do outro, da gentileza, porque cada um de nós fará a diferença no meio social onde estejamos inseridos.
Se nos dispusermos, realmente, a amar veremos que não é tão difícil desde que façamos com sinceridade um roteiro para nossa vida, a começar pelo autoconhecimento, analisando nossa situação íntima, nossos valores, nossos defeitos e o que poderemos reparar ou extirpar de nosso coração, enfim, tudo o que nos distancia do equilíbrio emocional.
* CAMPBELL, Eileen. Tempo de viver. Cap.9.