Política


A função política do espiritismo existe, mas noutro sentido. Não lhe cabe nenhum lugar nas disputas de cargos políticos, mas lhe cabe a formação espiritual dos homens para que exerçam, como cidadãos, influência benéfica na solução dos problemas políticos, ...
através do bom senso e da retidão de consciência, quando levados pelas circunstâncias, chamados ou convocados para funções administrativas em áreas do Estado. [...]

Para bem entendermos isso devemos lembrar que o Cristo nunca exerceu nenhuma função política, nunca pretendeu assumir posições políticas, recusou-se até mesmo nas lutas pela libertação de Israel dominado pelos romanos (questão que os judeus consideravam como sagrada, pois misturavam as coisas do céu com as da Terra), mas, apesar de sua total abstinência política, conseguiu injetar nas estruturas políticas do mundo a seiva digna da orientação evangélica.
(J. Herculano Pires, “O Centro Espírita”.