Há um apólogo em que o
Diabo compra a alma de um boêmio, cuja carteira enche diariamente de cédulas
para que ele as gaste até a última. No
dia em que ficar uma cédula sem ser consumida, estaria concluída a transação, e
a alma teria de ser entregue ao comprador. ...
– Aqui me tens – diz. – Não encontrei mais em que despender dinheiro na Terra.
– O Diabo sorri, toma--lhe a alma,
e diz: – Há no mundo, uma coisa em que um homem pode
consumir, diariamente, e até o fim dos séculos, todo o dinheiro que tenha. – E olhando
o homem nos olhos: – Nunca ouviste falar na caridade?
(Irmão X/Chico Xavier, Agenda
Chico Xavier 2015, adaptado)