O estudo do crescimento
populacional tem sido uma constante preocupação dos cientistas sociais nas
últimas décadas. As dificuldades familiares e sociais do indivíduo que
envelhece, suas necessidades básicas são analisadas e pesquisadas ...
Todos esses cuidados são
necessários, todavia apenas paliativos, porque a educação para um
envelhecimento saudável tem que ser iniciada desde sempre, porque os longevos
de hoje foram crianças, jovens e adultos, embora não soubessem que iriam viver tantos
anos...
Hoje, nós idosos somos o
resultado de nossas vivências, dos sentimentos cultivados, da religiosidade que
vivemos, do desenvolvimento moral e das realizações no trabalho no bem, saindo
do círculo estreito de nosso egocentrismo para servir e cuidar dos que
necessitavam de nossa atenção e apoio moral.
O ideal seria chegar ao
final da existência com menos arrependimentos e muita gratidão pelas
oportunidades de crescimento espiritual, embora tenham alguns deles nos custado
lágrimas e solidão...
Estudiosos do comportamento
humano que acompanham os pacientes terminais constatam que muitos apresentam arrependimentos
do que não tenham ousado realizar. São coisas comuns a todos os seres humanos,
mas que teriam lhes dado maior prazer de viver, e não teriam, nesta finalização
do ciclo biológico, arrependimentos.
Em geral esses são alguns dos
arrependimentos demonstrados: Coragem de viver a vida que sonhara. Ter
trabalhado menos e dedicado mais tempo à família. Ter expressado melhor e com
mais frequência os seus sentimentos. Ter cultivado mais as amizades, principalmente
aquelas que estiveram a seu lado na juventude e em momentos difíceis. Ter
buscado com maior empenho ser mais feliz.
Analisando tudo isso,
vemos que muitos de nós nos acomodamos e evitamos mudanças na fase adulta, por
temer as consequências, não desejando alterar os hábitos diários e ousar por
novos padrões de comportamento, receosos do que poderia advir dessas alterações
de rumo em nossas vidas...
E fica sempre uma
interrogação: não teria sido melhor chegar ao final com menos arrependimentos?
E
manter uma atitude de reflexão, de busca da paz interior, mesmo não tendo realizado
o que hoje nos remete às lembranças de como teria sido se tivéssemos ousado mudar,
porque, ao retornar ao mundo espiritual, novas oportunidades nos serão oferecidas
no caminho de nossa redenção e desenvolvimento moral, nas vidas sucessivas que
a Misericórdia de Deus nos concede na escala da evolução.