“A
figueira que secou é o símbolo das pessoas que apenas aparentam propensão para
o bem, mas que, em realidade, nada produzem de bom; dos oradores, que têm mais
brilho do que solidez; suas palavras trazem o verniz superficial, de modo que
agradam aos ouvidos, sem, no entanto, revelarem, quando perscrutadas, algo de
substancial para os corações.
Depois de proferidas, é de perguntar-se que
proveito tiraram delas os que as escutaram. Simboliza também todos aqueles que,
tendo meios de ser úteis, não o são; todas as utopias, todos os sistemas
vazios, todas as doutrinas sem base sólida.
O que falta na maioria das vezes é
a verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que abala as fibras do coração, numa
palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores cobertas de folhas, mas
carentes de frutos. É por isso que Jesus as condena à esterilidade, porque dia
virá em que se acharão secas até a raiz.
Significa dizer que todos os sistemas,
todas as doutrinas que não houverem produzido nenhum bem para a Humanidade,
cairão reduzidas a nada; que todos os homens deliberadamente inúteis, por não
terem posto em ação os recursos que traziam consigo, serão tratados como a
figueira que secou.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, it. 9)
Cuidemos,
pois, de realizar a nossa reforma íntima, tornando-nos árvores frondosas do
Evangelho de Jesus que produzirão muitos e bons frutos para a construção do
mundo de regeneração. Muita Paz!