Editorial - agosto de 2020

A Humanidade vem ao longo dos séculos sofrendo batalhas entre a matéria e o Espírito, transformando caracteres de famílias e da sociedade. Nos vemos envolvidos em fanatismos religiosos, superstições, idolatrias, onde se repetem de geração em geração as lutas, as dores das mais variadas formas. 

A cada momento de transformação da Terra ocorrem fenômenos devastadores e cada ser reage à sua maneira diante desses fatos. Jesus encarna na Terra numa época semelhante à nossa, reeducando a Humanidade para o caráter universal do amor, elevando sua palavra acima de cultos e dogmas num exemplo vivo das Leis Divinas.

Através das parábolas Jesus trazia os fatos da vida cotidiana do lugar em que se encontrava para que as pessoas pudessem ter a compreensão da vida espiritual, mas nem todos assim compreendiam, enquanto os discípulos não se prendiam à forma alegórica, mas ao preceito moral nelas contido.

 "A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; aos outros porém falo em parábolas, porque vendo não veem e ouvindo não ouvem."(Lc 8,10) Os apóstolos estavam sempre com Jesus, presenciaram fatos admiráveis, curas, caminhavam ao seu lado e no momento de sua ressurreição o viram, conversaram e confirmaram suas convicções na vida eterna, e assim saíram a divulgar e a cumprir as palavras do Mestre. Tenhamos Jesus e a pureza doutrinária do Espiritismo em nossos corações.

"Todas as parábolas de Jesus são exortações, convites, conselhos, mandamentos para a observância dos seus ensinos, mas exclusivamente dos seus ensinos, desembaraçados dos enxertos humanos e dos preceitos e mandamentos das igrejas de pedra.”

(Cairbar Schutel - Parábolas e ensinos de Jesus, pág. 79, Ed. O Clarim/2000)

Muita Paz!