No dia de
Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da Mesopotâmia, da
Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se aglomeravam
na praça extensa, quando os discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa
Nova, atendendo a cada grupo da multidão em seu idioma particular.
Uma onda de
surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.
Não faltaram os
céticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à embriaguez a revelação
observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que se trata da luz prometida
pelos céus à escuridão da carne.
Desde esse dia,
as claridades do Pentecostes jorraram sobre o mundo, incessantemente.
Até aí, os
discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante, quebram as
influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos infortunados,
falam aos reis da Terra em nome do Senhor.
O poder de Jesus
se lhes comunicara às energias reduzidas.
Estabelecera-se a
era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do Cristianismo, através
dos séculos.
Contra o seu
influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que avassalam os caminhos do
homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz dos céus oferecida às criaturas,
no Pentecostes, que se edificam as construções espirituais de todas as
comunidades sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que, dilatada dos
apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no Espiritismo cristão, como
a alma imortal do Cristianismo redivivo.
Caminho, Verdade e Vida - Chico Xavier/Emmanuel)
