Venha a nós o teu Reino
“Venha a
nós o teu Reino...” - assim rogou Jesus ao Pai Celestial, sabendo que só o
plano de Deus pode conceder-nos a verdadeira felicidade. Mas o Mestre não se
limitou a pedir; ele trabalhou e se esforçou para que o reino do Céu
encontrasse as bases necessárias na Terra.
Espalhou,
com as próprias mãos, as bênçãos da paz e da alegria, a fim de que os homens se
fizessem melhores.
Uma
locomotiva não corre sem trilhos adequados.
Um
automóvel não avança sem a estrada que lhe é própria.
Um prato
bem-feito precisa ser preparado com todos os temperos necessários.
Assim
também, o auxílio celeste reclama o nosso esforço. É sempre indispensável
purificar o nosso sentimento para recebê-lo e difundi-lo.
Sem a
bondade em nós, não poderemos sentir a bondade de Deus ou entender a bondade de
nossos semelhantes.
Quando é
noite e reclamamos: “Venha a nós a luz”, é necessário que ofereçamos a lâmpada
ou a candeia, para que a luz resplandeça entre nós.
Se rogamos
a Graça divina, preparemos o sentimento para entendê-la e manifestá-la, a fim
de que a felicidade e a harmonia vivam conosco.
Jesus
trabalhou pela vinda da Glória do Céu ao mundo, auxiliando a todos e
ajudando-nos até à cruz do sacrifício, dando-nos a entender que o reino de Deus
é Amor e só pelo Amor brilhará entre os homens para sempre.
(Livro Pai Nosso, Capítulo III, do Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)