Editorial - março 2022


Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou
; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração. – Jesus (João, 14:27)

Jesus, há mais de dois mil anos, nos deixou esse presente. Nós o abrimos e o deixamos de lado, sem entender. Poucos, muito poucos, se maravilharam com ele e o compreenderam. 

A paz de Jesus é a paz do amor ao próximo, do respeito ao Homem e à Natureza, a paz com a nossa consciência por bem viver a vida e os ensinamentos de Cristo. Francisco de Assis foi um dos que recebeu com alegria a paz que Jesus nos legou: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz...”. Mas nós vemos a paz de Cristo como a paz do mundo: preocupamo-nos com nos preservar da guerra, dos males do mundo, do sofrimento que podem nos causar os outros. 

E nos esquecemos de nos conhecer melhor, consertar os nossos próprios defeitos, enxergar a dor do outro como se fosse a nossa. Vimos isso na pandemia, quando muitos não quiseram se vacinar nem tomar as medidas de precaução, prolongando a doença e multiplicando as mortes. Vemos isso nas inúmeras guerras que assolam o mundo, destruindo vidas e a própria Terra. 

Vemos isso nos nossos preconceitos contra os que são diferentes de nós, esquecendo-nos de que, filhos do mesmo Pai, somos todos irmãos. Vemos isso na nossa colossal indiferença pelas crianças abandonadas, pelos que não têm onde morar nem o que comer, pelos refugiados de todas as partes, pelos que estão perdidos de Deus e de si mesmos afundados na escuridão do mal... Enquanto não nos conscientizarmos de que a paz que Jesus nos quis dar é a paz interior, a mudança para melhor de cada homem e mulher, a fraternidade, o amor, continuaremos a viver nessa falsa paz, nessa verdadeira guerra. Assim, irmãos, peçamos a Ele que nos dê o entendimento de que a paz do mundo começa dentro de nós.

Muita paz em Cristo!