Editorial - agosto 2022

"Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era." Assim inicia Paulo, apóstolo, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. X, item 15, e continua suas instruções nos lembrando de que é imperioso perdoar a fim de que Deus nos perdoe, pois quem diz nunca perdoar pronuncia sua própria condenação. 

Em dada circunstância descemos ao íntimo de nosso ser, avaliamos nossas atitudes e, quem sabe, reconhecendo que fomos nós o agressor e não o nosso adversário, é o momento de sermos indulgentes. Seremos culpados se dependia de nós impedir as consequências do fato e não as impedimos. 

O perdão se reconhece muito mais pelos atos do que pelas palavras, portanto o verdadeiro perdão deve sair do coração e não dos lábios. O perdão cristão é aquele que lança um véu sobre o passado e é esse que será levado em conta, visto que Deus sonda o recesso do nosso coração e os nossos mais secretos pensamentos. Deus não se satisfaz com as aparências e nós não conseguimos enganar nem a Ele e nem a nós mesmos.

Muita paz!