“... Que te importa a ti? Segue-me tu.” - Jesus. (João, 21:22.)
Viste, sim, as desilusões
com que não contávamos.
Muitos daqueles mesmos
amigos que nos exortavam à estrada certa, enovelaram-se nos cipoais da
perturbação, como que petrificados na indiferença.
Companheiros que
supúnhamos estandartes vivos nas trilhas da verdade, renderam-se a deslavadas
mentiras.
Irmãos que nos prometeram
fidelidade inquebrantável deixaram-nos a sós, na primeira dificuldade.
Parentes que nos deviam
proteção e respeito bandearam-se para campos de sombra e vício,
hostilizando-nos o ideal.
E multiplicam-se tropeços
para que a nossa caminhada se obstrua.
Converteram-se estímulos
em sarcasmos.
Quem nos dava esperança,
fornece negação.
Quem ontem nos ajudava,
hoje nos desajuda.
Mãos que nos atiravam
flores de aplauso fazem agora chover sobre nós as farpas da incompreensão.
Sozinhos, sim...
Muita vez,
encontrar-nos-emos, desse modo, entre a expectativa e a solidão.
Nosso primeiro impulso é
o de reclamar naquilo que supomos nosso direito; contudo, buscando a palavra do
evangelho, surpreendemos a inesquecível advertência do Senhor: “Que te importa a ti? Segue-me tu”.
(Livro Palavras de Vida
Eterna - cap. 89 - Emmanuel/ Francisco C Xavier - CEC)
