Suicídio...

Uma das mais terríveis palavras nos dicionários humanos... Pronunciada, “afunda o chão sete palmos”, como diziam os mais antigos, ao se referirem às coisas mais sinistras da vida. Só Deus dispõe do direito à vida, por intermédio de suas leis, lembram os Instrutores Espirituais, ao ser ventilado, na Codificação, o assunto. 

[...] E quem ora com fé tem o entendimento aclarado e o coração fortalecido, eis que, segundo Emmanuel, quando a dor nos “entenebrece os horizonte da alma”, subtraindo-nos “a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável”, induzindo-nos ao desânimo e insuflando-nos o desespero; todavia, se acendemos no coração “leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança” ligam-nos o ser a Deus. [...] A ilusão do suicida é de que, com a extinção do corpo, cessam problemas e dores [...] O suicídio, longe de ser a porta da salvação, é o sombrio pórtico de inimagináveis torturas. 

Que nenhum ser humano, em lendo estas considerações doutrinárias, homem ou mulher, consinta a permanência em sua mente, UM INSTANTE SEQUER, da sinistra ideia de exterminar a própria vida, a fim de evitar que, sob o estímulo e a indução de adversários cruéis, venha a cometer a mais grave das infrações às leis divinas.

Este o apelo que o Espiritismo, por seus humildes expositores, faz descer sobre os corações sofredores.

(O Pensamento de Emmanuel - cap. 35 - Martins Peralva – FEB)